quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Fichamento - Texto: A aprendizagem na perspectiva humanista: Carl. R. Rogers

Filme: Sociedade dos Poetas Mortos


Filme: No final dos anos 50, ex-aluno (Robin Williams) de uma conservadora escola preparatória se torna o novo professor de literatura da instituição. Entretanto, os métodos de incentivar os alunos a pensarem por si mesmos criam um choque com a ortodoxa direção do colégio. 

Sueli Zaparolli, comentando o filme: "A escola é o lugar onde não só aprendemos os conteúdos programáticos propostos, para obtermos cultura e informação, mas principalmente onde se aprende a viver em conjunto. Época de conquistas, de formação integral e de auto- afirmação. Por meio do filme percebe-se o quanto a educação é coisa do coração, do sentimento também".

Muito interessante, a princípio, pelas cenas que pude ver. Estou baixando e pretendo assistir completo.

Mapa Conceitual: Carl Rogers

Disponível em : http://cmapspublic2.ihmc.us/rid=1208620457437_183048869_611/carl_rogers.cmap. Acesso em 27 fev. 2013.

I can change!


Reportagem Carl Rogers, um psicólogo a serviço do estudante


Para o fundador da terapia não-diretiva, a tarefa do professor é liberar o caminho para que o estudante aprenda o que quiser.
As idéias do norte-americano Carl Rogers (1902-1987) para a educação são uma extensão da teoria que desenvolveu como psicólogo. Nos dois campos sua contribuição foi muito original, opondo-se às concepções e práticas dominantes nos consultórios e nas escolas. A terapia rogeriana se define como não-diretiva e centrada no cliente (palavra que Rogers preferia a paciente), porque cabe a ele a responsabilidade pela condução e pelo sucesso do tratamento. Para Rogers, o terapeuta apenas facilita o processo. Em seu ideal de ensino, o papel do professor se assemelha ao do terapeuta e o do aluno ao do cliente. Isso quer dizer que a tarefa do professor é facilitar o aprendizado, que o aluno conduz a seu modo. 

A teoria rogeriana - que tem como característica um extenso repertório de expressões próprias - surgiu como uma terceira via entre os dois campos predominantes da psicologia em meados do século 20. De um lado havia a psicanálise, criada por Sigmund Freud (1856-1939), com sua prática balizada pela ortodoxia, e, de outro, o behaviorismo, que na época tinha B. F. Skinner (1904-1990) como expoente e se caracteriza pela submissão à biologia. A corrente de Rogers ficou conhecida como humanista, porque, em acentuado contraste com a teoria freudiana, ela se baseia numa visão otimista do homem.

Para Rogers, a sanidade mental e o desenvolvimento pleno das potencialidades pessoais são tendências naturais da evolução humana. Removidos eventuais obstáculos nesse processo, as pessoas retomam a progressão construtiva. "Ele chamou a atenção para a formação da pessoa, a importância de viver em busca de uma harmonia consigo mesma e com o entorno social", diz Ana Gracinda Queluz, pró-reitora adjunta de pesquisa e pós-graduação da Universidade Cidade de São Paulo.

Rogers sustentava que o organismo humano - assim como todos os outros, incluindo o das plantas - possui uma tendência à atualização, que tem como fim a autonomia. Na teoria rogeriana, essa é a única força motriz dos seres vivos. No caso particular dos seres humanos, segundo Rogers, o processo constante de atualização gerou a sociedade e a cultura, que se tornam forças independentes dos indivíduos e podem trabalhar contra o desenvolvimento de suas potencialidades.


Ferrari, Márcio. Carl Rogers, um psicólogo a serviço do estudante. Disponível em: http://revistaescola.abril.com.br/historia/pratica-pedagogica/carl-rogers-428141.shtml?page=0. Acesso em 27 fev. 2013.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Howard Gardner e a Teoria das Inteligências Múltiplas

Howard Gardner, nascido em 1943, foi o criador da teoria das Inteligências Múltiplas. O surgimento da teoria veio da “repulsa” de Gardner a aceitar que somente a inteligência apontada pelo teste de Qi (criado por Binet) era a válida.

Segundo ele, existe uma visão alternativa para se ver a inteligência das pessoas. Não como um método que avalie apenas o conhecimento matemático e linguístico do ser. É uma visão pluralista da mente, reconhecendo muitas facetas diferentes e separadas da cognição, reconhecendo que as pessoas têm forças cognitivas diferenciadas e estilos cognitivos contrastantes. Também queria introduzir o conceito de escola centrada no aluno, modelo que seria totalmente oposto ao de Binet.

Gardner define como inteligência a capacidade de resolver problemas ou de elaborar produtos que sejam valorizados em um ou mais ambientes culturais ou comunitários. A ciência neste empreendimento, na medida em que ela existe, envolve tentar descobrir a descrição certa das inteligências. O que é uma inteligência? Para tentar responder a esta pergunta, ele examinou, um amplo conjunto de fontes que jamais haviam sido consideradas juntas anteriormente. Uma das fontes é aquela que já conhecemos, referente ao desenvolvimento de diferentes tipos de capacidades nas crianças normais. Uma outra fonte, e muito importante, é a informação sobre o modo pelo qual estas capacidades falham sob condições de dano cerebral.

Deste pensamento, Gardner conseguiu criar uma lista de sete inteligências, que ele próprio descreveu ao longo do texto. A inteligência linguística é o tipo de capacidade exibida em sua forma mais completa, talvez, pelos poetas. A inteligência lógico-matemática, como o nome implica, é a capacidade lógica e matemática, assim como a capacidade científica. A inteligência espacial é a capacidade de formar um modelo mental de um mundo espacial e de ser capaz de manobrar é operar utilizando esse modelo.

A inteligência musical é a quarta categoria de capacidade identificada por ele: Leonard Bemstein a possuía em alto grau; Mozart, presumivelmente, ainda mais. A inteligência corporal-cinestésica é a capacidade de resolver problemas ou de elaborar produtos utilizando o corpo inteiro, ou partes do corpo. Ainda, sugeriu duas inteligências “pessoais”. A inteligência interpessoal, que é a capacidade de compreender outras pessoas: o que as motiva, como elas trabalham, como trabalhar cooperativamente com elas e a inteligência intrapessoal, um sétimo tipo de inteligência, que é uma capacidade correlativa, voltada para dentro,é a capacidade de formar um modelo acurado e verídico de si mesmo e de utilizar esse modelo para operar efetivamente na vida. Com isso, ele queira deixar clara a pluralidade do intelecto.

Gardner considerava a inteligência como potencial biológico. E com a teoria, propôs uma escola diferente, uma escola voltada para um entendimento e desenvolvimento ótimos do perfil cognitivo de cada aluno. Esta escola tem um planejamento diferente, já que para ele, nem todas as pessoas têm os mesmos interesses e habilidades. Uma escola centrada no indivíduo seria rica na avaliação das capacidades e tendências Individuais. Ela procuraria adequar os indivíduos não apenas a áreas curriculares, mas também a maneiras particulares de ensinar esses assuntos. E depois dos primeiros anos, a escola também procuraria adequar os indivíduos aos vários tipos de vida e de opções de trabalho existentes em sua cultura.

Ele ainda propôs um novo conjunto de papéis na escola. Lá haveriam de ter os “especialistas em avaliação”, que teriam que tentar compreender, ao sensível e completamente quanto possível, as capacidades e interesses do aluno na escola. E ainda, cada escola teria “agentes de currículo para o aluno” que ajudariam a combinar os perfis, objetivos e interesses dos alunos a determinados currículos e determinados estilos de aprendizagem. Também, seriam necessários, “agentes da escola-comunidade”, que seriam pessoas que deveriam encontrar situações na comunidade, determinadas opções não disponíveis na escola, para as crianças que apresentam perfis cognitivos incomuns.

Com esta visão, ele acredita que os professores seriam liberados para fazer aquilo que devem fazer, que é ensinar o assunto da sua matéria, em seu estilo de ensino preferido.

Criticando sempre o modelo de medição da aprendizagem chamado de Quociente de Inteligência (QI), Gardner introduziu seu ponto de vista alternativo, em que Uma inteligência implicaria na capacidade de resolver problemas ou elaborar produtos que são importantes num determinado ambiente ou comunidade cultural. A capacidade de resolver problemas permitiria a pessoa abordar uma situação em que um objetivo deve ser atingido e localizar a rota adequada para esse objetivo. A criação de um produto cultural seria crucial nessa função, na medida em que captura e transmite o conhecimento ou expressa as opiniões ou os sentimentos da pessoa. Os problemas a serem resolvidos variam desde teorias científicas até composições musicais para campanhas políticas de sucesso.

Logo após, Gardner descreve as sete inteligências iniciais. Abaixo, um resumo com as principais características das pessoas que possuem cada uma das inteligências mais afloradas:



Inteligência Musical
Alta percepção em entender, perceber e criar ritmos e timbres.

Inteligência Corporal-Cinestésica
Alto controle dos movimentos do corpo e boa coordenação motora.

Inteligência Lógico-Matemática
Alta capacidade de dedução e bom senso de lógica

Inteligência Linguística
Grande desenvolvimento da escrita, capacidade de aprender novas línguas e palavras.

Inteligência Espacial
Capacidade de perceber relações e padrões visuais, e ainda, formas espaciais.

Inteligência Interpessoal
Capacidade de perceber os sentimentos de outras pessoas, e compreendê-las.

Inteligência Intrapessoal
Tem grande autoconhecimento e uso preciso deste.

Em seguida, Gardner traz as implicações de sua teoria para a educação. Uma vez que todas as inteligências são parte da herança humana genética, em algum nível básico cada inteligência se manifesta universalmente independentemente da educação ou do apoio cultural. Deixando de lado no momento, as populações excepcionais, todos os seres humanos possuem certas capacidades essenciais em cada uma das inteligências.

Mas, embora todos os seres humanos possuam todas as inteligências em algum grau, certos indivíduos são considerados "promissores". Eles são extremamente bem-dotados com as capacidades e habilidades essenciais daquela inteligência. Este fato se torna importante para a cultura como um todo, uma vez que, em geral, esses indivíduos excepcionalmente talentosos realizarão notáveis avanços nas manifestações culturais daquela inteligência.

Outro ponto bastante ressaltado na teoria é a importância da avaliação.
Os meios de avaliação que Gardner sugeriu deveriam buscar fundamentalmente as capacidades de resolver problemas ou elaborar produtos nos indivíduos, através de uma variedade de materiais. Ainda, a avaliação de uma determinada inteligência (ou de um conjunto de inteligências) deveria salientar problemas que podem ser resolvidos nos materiais daquela inteligência.

Por fim, o autor ressalta a capacidade que o professor deve ter em lidar com a pluralidade das inteligências, a fim de obter melhores resultados.

Nota: Atualmente, as inteligências já são 8, pois Gardner reconheceu a Inteligência Naturalista, que é a capacidade de interagir com a natureza.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Análise da Teoria das Inteligências Múltiplas

Pois bem, acredito que esta seja uma das teorias mais interessantes estudadas. Sim, já falei isso pra cada teoria que ia descobrindo, mas essa me chama muita atenção no que se refere ao modelo de escola. Gardner queria uma escola centrada no aluno, e não nos desejos do professor.

Interessante foram seus questionamentos acerca do teste de QI. Em sua percepção, é bem provável, que estes caiam de uma vez por toda, das análises psicológicas (se é que já não caíram), pois não conseguem identificar a capacidade das múltiplas inteligências do ser.

Logo após uma breve análise, do texto, pude perceber o quanto essa teoria pode me ajudar no desenvolver de minha profissão. Uma educação centrada no aluno seria a chave para muitos problemas que os professores enfrentam. Além dos alunos aprenderem muito mais, acredito que eles estariam mais motivados a aprender. E a motivação, também é um dos pontos principais para que esta teoria realmente funcione.

Não acredito nos métodos extremamente tradicionais no que diz respeito à educação. Sou a favor de uma educação diferenciada, que apoie o aluno, para que este possa construir um conhecimento conciso e de boa qualidade, e não apenas, reproduza o que ele aprendeu durante a sua vivência escolar.

Acredito também, que estudar cada uma destas inteligências seja importante, para que possamos utilizar um pouco de todas na didática. Uma aula muito mais agradável e rentável é o resultado disso. Com certeza, fica meus sinceros aplausos a Gardner por esta teoria inovadora e completamente maravilhosa.